sábado, 13 de novembro de 2010

Coloque Seu Som Para Tocar

Abro meus olhos e vejo três pequenos pássaros pousando em minha janela, enquanto entrava aquele ventinho que balançava as cortinas brancas. É de manhã, me espreguiço e chego próxima a janela e os três pequenos pássaros saem voando para o distante, tão ariscos. Sei que não preciso me preocupar, antes de voarem os passarinhos sempre me falam isso.
Fecho os olhos para sentir mais uma vez aquela brisa quente, é verão, sinto o cheiro de canela vindo da árvore do meu quintal, ouço o barulho de garotinhas pulando corda no pouco pedaço de concreto que a rua é feita.
“Sei que não preciso me preocupar”, pensei comigo mesma enquanto saía correndo para pular em minha cama e afundar meu rosto no travesseiro velho. Tentava organizar meus pensamentos, tentava ser minha própria psicóloga: “Algumas vezes cometemos erros, e quanto mais você achar que as coisas estão mudando enquanto você não faz nada, mais vão continuar as mesmas. Só que, não hesite!” Do mesmo jeito parecia que não adiantava.
Fui até o espelho, e a garota do outro lado, idêntica a mim, de cabelo preso e bagunçado e pijama já pequeno para o seu tamanho parecia me falar: “Garota, coloque seu som pra tocar. Diga-me, qual é sua música favorita? Vá em frente, solte esses seus cabelos!” Repensei no que ela disse e interpretei. Peguei meu mp3 antigo que marcava nele: mp2-mp3.  Coloquei minha blusa cor safira e meu jeans surrado.
Agora estava pronta, fui novamente consultar a garota do outro lado, a garota do espelho. Para ela eu não estava pronta. Ela me olhava torto, analisava como se houvesse algum erro; depois de um tempo, ficou com cara de surpresa e me disse: “Olha, espero que alcance seus sonhos. Olhe! Seu cabelo! Tão lindo, solte seu cabelo, ele faz parte de você, ele não impedirá de que você se encontre em algum lugar. Isso eu sei, de alguma maneira”, então ela piscou para mim e sorriu. Meio hesitante soltei e fui.
Peguei minha bicicleta coloquei meu mp2-mp3 em meus ouvidos, coloquei minha música favorita, fui andando com a bicicleta tentando me encontrar por aí.
Azul, tão azul estava este céu do dia de hoje, queimada por andar de bicicleta me procurando de baixo do sol do meio dia. Lá, lá bem estava eu queimada, bebendo chá do bar da estrada. “Apenas relaxe, apenas relaxe” tentando não explodir comigo mesma por não me lembrar do protetor solar. Para me acalmar, me lembrava da minha antiga amiga, me falando enquanto eu chorava por ter sido traída por meu primeiro amor: “Não deixe aqueles outros garotos te enganarem”, falava no plural porque ela achava que além de garotos, eram cachorros, cavalos, ratos... E depois me disse: “Tem que amar aquele penteado afro!”, e apontou para o penteado black power de um garoto que passava pela nossa frente. Juarava ela, que se fosse garoto, teria um penteado daquele. Ela era estranha, mas tinha um grande e bom coração.
Estava com medo de não me encontrar, só que há um porém: Nós, seres vivos, sentimos medo. Só que parece que quanto mais você continua sendo você mesmo, acreditando em você, mais parece que ele muda. Acho isso estranho, você não acha?
Voltei para casa, pensando no que aquela garota do espelho tinha me dito: “Garota, coloque seu som pra tocar. Diga-me, qual é sua música favorita? Vá em frente, solte esses seus cabelos!”, “Olha, espero que alcance seus sonhos. Olhe! Seu cabelo! Tão lindo, solte seu cabelo, ele faz parte de você, ele não impedirá de que você se encontre em algum lugar. Isso eu sei, de alguma maneira”. Isso era demais para mim, era muito mais do que eu poderia aguentar, compaixão  pelo bem da compaixão eu estava tendo,  para me achar no meio de todo o resto.
Eu não conseguia aceitar que isso era muito, tive insônia, muitas noites sem dormir, estava achando que era muito mais forte do que sou. Em uma noite foi um basta! Agora percebi que só existe este meu eu, não tem mais o que encontrar. E só agora percebi que a garota do outro lado era falsa – falsa nos dois sentidos, foi falsa comigo e era literalmente falsa, ela não existe e nunca existiu.  Sorria comigo mesma, balançando a cabeça negativamente enquanto pensava que podia fazer o que quisesse, estava livre, não tinha mais problemas. O que a garota falsa tinha me dito não ia mais ecoar em minha mente. E o que agora queria fazer era dormir, não ter insônia. E então, dormi.
                                

 Texto inspirado pela música: Put Your Records On

terça-feira, 26 de outubro de 2010

"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de"amigo".
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar... simplesmente durmo para sonhar."

Walt Disney
"Eu tenho cara de quê? Mágico de Oz? Você precisa de um cérebro? Precisa de um coração? Pode vir. Pgue o meu. Leve tudo o que tenho". Sthephnie Meyer.
 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Meu velho amigo vento.

Observo um gramado verde – um tanto torto ao meu gosto – diante de um por do sol que invadia o céu, levando-o ser mais alaranjado do que azul.
Respiro fundo e penso com olhos fechados: “Vento, pode me levar este recado a aquela tal pessoa?”.  Pergunto em minha mente com esperanças de que ele me respondesse.
Ainda de olhos fechados, levemente sinto meu cabelo levantando de meus ombros e percebo que ele está presente ao meu lado. E respondi: “É, eu sei que ela está um pouco distante, eu sei. Mas ainda você pode levar?”
Senti indo-se embora, indo fazer este favor para mim.
 “Espere! Espere um pouco”. Falei a ele tentando evitar que fosse tão cedo embora.
Consegui convencê-lo. Vento empurrou meu cabelo com força para traz de meus ombros.
Comecei a conta a ele: “Fazia um bom tempo que não falava com você. Fazia tempo que foi meu amigo”. Vi que estava quieto, parecendo interessado no que ia dizer Então continuei: “Lembro-me quando você vinha e batia-se no meu rosto eu dizia: ‘Olá, vento’. E começava a pensar como estivesse falando contigo, como se conseguisse ler o que eu pensava”. E eu boba, estava fazendo isto novamente, não acredito que estava flanado o vento. Putz! O que eu tenho na cabeça?
Ignorei estes meus pensamentos e voltei-me a ele: “Me sentia bem, me sentia tranqüila ao você tocar meus cabelos esvoaçados, formando nós que depois saberia que seriam complicados de tirar. No entanto, o tempo passa, a vida passa a vida muda. Você foi sumindo da minha vida”.  Senti ele me rodear, ele não queria admitir que o tempo e a vida realmente passou e mudou, e que também estivesse sumindo.
Não liguei e continuei pensando, sendo o meio de conversa: “De vez em quando, te encontro por aí zanzando. Tem dias que te encontro um pouco rude, dando uma aparência que está intrigado com alguma coisa, intrigado comigo. Este não é o vento que eu conheço”. Vento começou um movimento que aparentava negar tudo o que tinha dito sobre ele. “Dá para esperar e ver o que vou falar?!” Disse irritada, ele se inquietou. Respirei fundo e fui falando com calma: “Porém, em outras vezes, encontro brincando com tudo à sua volta. Este é o meu velho amigo vento, quem vinha ao meu encontro e ria dentro de meu ouvido”.
Ficamos ali, quietos por um tempo, o por do sol já estava em meio caminho andado. Fiz um pequeno comentário: ”Foi bom te ter por perto só por este tempo, matou um pouco do que me fazia falta.” Lembrei-me do recado que ainda tinha que levar a aquela tal pessoa e lembrei-o também: “Agora vá, sei que será raro ter este momento novamente. Por mais que pareça meio sem graça me deixar aqui, mas vá. Só que não se esqueça que posso estar distante como também estou daquela tal pessoa. Meu sentimento continua o mesmo, estou de braços abertos caso um dia queira voltar.”
Ele pareceu sobrevoar sobre os galhos com animação pelo o que eu lhe falei. Aprecei-o mais uma vez: “Diga a ela o que eu sinto, faça que com que ela me compreenda igual há um diaque você já me entendeu perfeitamente. Você conhece meus pensamentos, eu sei muito bem que você zanza em minha mente quando me vê. Bom. Agora chega! Agora vá. E... Adeus”.

E fui sentindo ele se afastar, meus cabelos voltando aos meus ombros, o seu som sumindo, a grama parando de balançar... Minhas lágrimas caindo. Foi-se mais rápido do que se imaginaria ir.


:D or D:



Quando pensamos em algo que nos trás felicidade, já vem aquele sorriso no resto do nada, e quem olha acha que a gente é um retardado rindo sozinho.


Quando você lembra de algo ruim, seus olhos se sentem como se estivessem pesados, aquele negócio ruim que parece apertar no peito, e seu sorriso se fecha.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Chega de problemas! Nem se só for por hoje.

Sabe, estava vendo como todo mundo tem um problema, nem se for um mísero problema, mas tem. Não há nada que nos salve de um problema, sempre na hora que tudo parece estar bem, tudo tranquilo e em paz...  Aparece um para não deixarmos sossegados, para ficar no nosso pé, é incrível como isso possa acontecer!
Parece que somos feitos de problemas e vivemos e aprendemos tudo por conta deles! Mas, como eles estão nos rodeando e temos que aturá-los, queria pelo menos um tempinho sem eles.  Ah! Só um tempinho pequeno, o que faz de mal?
Não somos feitos de chumbo, muitos menos de aço! Somos feitos de sentimentos, somos feitos de sentimentos bons, que com o tempo muitas vezes se eles se tornam um pouco frios; muitas vezes esses sentimentos se tornas frios por causa dos nossos problemas, que não nos deixam viver, que nos magoa e nos fazem sofrer à toa. E isso não lhe faz nem um pouco bem, né? Pois bem, nem pra mim.
Então ... Chega de problemas nem se for só por hoje! Faça o que quiser, desligue-se do que te arruína o dia inteiro. Quer uma dica se estiver assim? Ouça: Toca Um Samba Aí – Inimigo da HP, Do Lado de Cá – Chimarruts, Nem Aí – Luka, e também Happy – NeverShoutNever! – apesar de já ter falado dela – é, essas músicas me animam :D
PS:“Os seus problemas você deve esquecer, isso é viver, é aprender... Hakuna Matata!”